arte & poesia




 Escrito por jucier às 23h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ser ou não ser...

eis a questão.

Não será - quem sabe? - a caveira de um causídico? Onde estao agora suas destinções, suas sutilezas, seus processos, seus direitos de posse e seus subterfúgios? Como é que suporta que esse rude pícaro lhe perpegue cacholetas com uma pá imunda e não lhe fala num processo por lesões corporais? (pega a caveira)

Hum! esse indivíduo talvez tenha sido em seu tempo um grande comprador de terras, com seus títulos debitórios e obrigações de solver, com suas ficções legais para transformar em domínio pleno a propriedade vinculada, seus duplos fiadores, seus expedientes para invalidar gravames: é este o final de tais chicanas e o resultado de tais simulações, ficar com o solerte crânio cheio de pura sujeira?

Não lhe quererão os garantes simples nem duplos garantir as compras que excedam o comprimento e a largura de um contrato em pergaminho denteado? As próprias escrituras de suas terras dificilmente caberão nesta caixa (bate na caveira) e o próprio dono não possui mais terra do que cabe nela, não?

Hamlet - Ato V - Cena I

 



 Escrito por jucier às 22h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




A arte esconde-se nos becos e avenidas. A vida é para todos, é preciso viver e sonhar. Percorrendo uma edição especial da revista caros amigos, contemplei a luta destes companheiros que buscam o sentido de sua vida, nas palavras e nas emoções. Não daria para colocar tudo o que encontrei aqui neste blog, mas selecione esta poesia de Sérgio Vaz, que com certeza representa a força daqueles que transformam os rastros de suas pegadas em sonhos.

 

 

Dói no povo a dor do universo

Chibata, faca e corte

Miséria, morte

Sob o olhar irônico

De um Deus inverso

 

Uma dor que tem cor

Escorre na pele e na boca se cala

Uma gente livre para o amor

Mas os pés fincados na senzala. 

 

 Dói na gente a dor que mata

Chaga que paralisa o mundo

E sob o olhar de um Deus de gravata...

Doença, fome, esgoto, inferno profundo.

 

Dor que humilha, alimenta a cegueira

Trevas, violência, tiro no escuro

Pedaço de pau, lar sem muro

Paraíso do mal

Castelo de madeira

 

Oh! Senhores

Deuses das máquinas,

Das teclas, das perdidas almas.

Do destino e do coração!

Escuta o homem que nasce das lágrimas

Do suor, do sangue e do pranto,

Escuta esse pranto

(Que lindo esse povo!)

(Quilombo esse povo!

Que vem a galope com voz de trovão

Quando se cansa das páginas

Do livro da oração.

Que a pele escura

Não seja escudo para os covardes,

Que habitam na senzala do silêncio,

Porque nascer negro é consequência

Ser

É coincidência.



 Escrito por jucier às 21h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cântico Negro

Vem por aqui dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Maria dos Reis Pereira - JOSÉ RÉGIO (1901-1969) nasceu em Portugal. Foi uma das maiores figuras da literatura portuguesa. Destacou-se como poeta, ficcionista, dramaturgo, crítico, ensaista e colecionador de Arte Sacra.                                      

Saiba mais sobre José Régio http://www.geocities.com/thetropics/8829/regio.html 

 

Ouça a declamação dessa poesia com o Abujamra. Entre no site abaixo, depois clique em TEXTOS E POESIAS, depois TODAS AS POESIAS. Escolha a poesia CÂNTICO NEGRO. Em windows média player      

http://www.tvcultura.com.br/provoca/



 Escrito por jucier às 23h43
[   ] [ envie esta mensagem ]






 Escrito por jucier às 08h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Uma ótima dica de teatro... vamos ver nossa amiga Janaina



 Escrito por jucier às 21h57
[   ] [ envie esta mensagem ]




A principio, não sabia porque estava lá. Apenas fiquei a refletir e a imaginar quem a poderia ter deixado. A rosa... a rosa vermelha. Ontém, com um simples sorriso suave, percebi a alegria de meu sobrinho quando comentei sobre a rosa. É o seu presente de aniversário tio (disse Gustavo), a deixei para vc ontém. A gratificação de ver e viver a cada momento, acontecia com a simples atitude deste menino. A poesia está em cada parte, num olhar, num gesto, num piscar de olhos e numa atitude. A rosa irá secar, sei disso... mas ficará guardada em um lugar especial, assim como costumo fazer com as outras rosas...num livro de poesias. Mas a sua cor e a sua forma física irá ficar guardada em minha memória e na expressão das fotografias que fiz para registrar este momento...



 Escrito por jucier às 17h50
[   ] [ envie esta mensagem ]




Hamlet me apresentou Shakespeare, foi coisa se LouCo.. depois aprofundei-me na magia do Sonho de uma noite de verão, o Mercador de Veneza, Péricles, Henrique IV, Ricardo II, Macbeth, romeu e Julieta, a comédia dos equivocos... enfim, Shakespare me apresentou o mundo e o poder da absorção da interpretação em parceria com a poesia... viajei por reinados, conheci principes e princesas... até bebi vinho com Falstaff. A leitura de Shakespeare dever ser apreciada a cada momento, cada palavra e cada frase. Geralmente meus livros são velhos, empoeirados e trabalhados artisticamente. Escolho os livros nos sebos de sampa, como quem escolhe um filho. Abaixo um soneto que tanto aprecio e a quem faço uma homenagem com o meu olhar. Ao mestre que me ensinou a caminhar pelo palco, com toda a simplicidade de um menino.

 



 Escrito por jucier às 17h30
[   ] [ envie esta mensagem ]




Para minha amada imortal

Em 2000 tive o privilégio de realizar o curso de máscara de veneza, no ateliê Roxanne, proximo ao Memorial da América Latina (que por sinal por muitos anos foi e ainda é o meu grande recanto cultural e espiritual). Uma das máscaras que fiz, estão nas fotos aqui destacadas, onde as contemplo com uma poesia minha e a outra de Pessoa.

As máscaras são tão antigas quanto apulação humana. Tem-se conhecimento que a primeira máscara remonta por volta de 30.000 A.C. Os indígenas as pousavam para incorporar entidades que curam, em cerimonias de casamento e danças de guerra. Na Itália ganharam conotações na "commedia dell arte" em personagem como Pierrot, Colombina, Pulcinella e Arlequim. O movimento inspirou o Carnaval de Veneza.

Em Veneza por volta do século XV, acontecia o primeiro "Ball Masquê", que devido as divergências políticas, o uso das máscaras era necessário para a sociedade, que na época estavam  em constantes conflitos políticos. Dos grandes bailes, teatros e o carnaval de rua, as máscaras em Veneza passaram a ser também  peças decorativas sendo uma das principais atividades econôimicas e o suvenir característico da região. Para maiores informações, entre no site da Roxxane :    http://www.atelieroxanne.com.br/

 

 

 



 Escrito por jucier às 01h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ser poeta...

E como diria o mestre Patativa... "Para poder ser poeta e fazer rima completa, não precisa ser professor. Basta ver no mês de maio, um poema em cada galho e um verso em cada flor". 



 Escrito por jucier às 01h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ensaio sobre a cegueira

      ensaio fotográfico - Jucier

O sinal verde acendeu-se enfim, bruscamente os carros arrancaram, mas logo se notou que não tinham arrancado todos por igual. O primeiro da fila do meio está parado, deve haver ali um problema mecânico qualquer... O novo ajuntamento de peões que está a formar-se nos passeios vê o condutor do automóvel imobilizado a esbracejarpor trás do pára-brisas, enquanto os carros atrás dele buzinam frenéticos. Alguns condutores já saltaram para a rua, dispostos a empurrar o automóvel empanado para onde não fique a estorvar o trânsito, batem furiosamente nos vidros fechados, o homem que está lá dentro vira a cabeça para eles, e um lado, a outro, Vê-se que grita qualquer coisa, pelos movimentos da boca percebe-se que repete uma palavra, uma não, duas, assim é realmente, consoante se vai ficar a saber quando alguém, enfim, conseguir abrir uma porta, Estou cego. Ninguém o diria. Apreciados como neste momento é possível, apenas de relance, os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porceana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sombrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáfaro.Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquantoo ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que dizia estarem mortos.

Saramago

 

 



 Escrito por jucier às 01h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mais do que loucura
É a certeza de encontrar
Entre os teus dedos
A ternura que revejo nos teus olhos
A alegria das rosas
Em sangue no teu rosto
 
Mais do que tristeza
É a certeza de nos sabermos
Livres - presos -
A vontade que temos de ser nós
O desejo que contemos... incontido
Nos gestos perturbados...
 
Mais do que verdade
É a certeza de fazermos
Das palavras... uma espada.
 
A guerra que travamos é nossa
Sem manchas de sangue
Nem balas odiadas.
 


 Escrito por jucier às 00h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Eu sou é doido. É por isso que eu como cocô. Porque o cocô sai de mim e eu não quero que ele saia. Eu não tenho nada que é meu, só cocô, então eu quero que ele fique dentro de mim e, quando o cocô sai, eu como ele de novo que é pra ele não ir embora e eu não ficar pobre. O pessoal não quer que eu coma co, mas eu vou comer o cocô sim porque o cocô é meu. Eu não pego o cocô de ninguém pra comer, mas o meu cocô é meu e eu como ele na hora que eu quiser e se alguém vem pra roubar o meu cocô eu fico muito nervoso. É por isso que eu sou doido. Quando eu fico nervoso, ai é que eu como mais cocô mesmo. Ai eu como até o cocô do meu cachorro, que também é doido porque ele também come cocô. Pego o meu cachorro, dou um pouco do meu cocô e ele me dá um pouco do cocô dele. É troca. Todo mundo que come cocô é doido ou então é criança. Criança também é doido, porque criança pequena come cocô que eu já vi. Quando eu tinha uns filhos eu via eles comendo cocô e eu não comia. Eu não comia nada antes, só trabalhava. Mas ai, quando eu comecei a comer cocô, fiquei doido igual criança. É bom, porque doido não precisa trabalhar e não precisa ter filho que come cocô porque não tem outra coisa pra comer, porque quando a gente trabalha não pode comer cocô e fica também sem nada pra comer. É melhor não fazer nada e comer cocô do que trabalhar e não comer nada. O pessoal que passa tenta me tirar daqui porque eu sou doido e como cocô. Eles falam que eu não posso comer cocô porque quem come cocô é doido e eu sou doido mesmo e vou continuar comendo cocô. Se eles me levarem pra outro lugar, eu vou comer cocô do mesmo jeito, porque o meu cocô não acaba nunca, porque cocô é sempre cocô e não precisa nem cozinhar. Se me botarem na cadeia, eu vou comer cocô, se me mandarem pro hospício, eu vou comer cocô. No hospício  todo mundo come cocô porque lá todo mundo cem doido. É bom também comer cocô porque não precisa limpar a rua. Eu como o cocô todo e o chão não fica sujo de cocô e o pessoal não rouba o meu cocô que eu já comi e nem batem em mim porque eu sujo a rua com o meu cocô. O pessoal, os porteiros, acham que o meu cocô é sujo, mas é mentira. O meu cocô é muito mais gostoso do que o cocô dos doido lá do hospício, porque eu só como cocô...... (continua abaixo)



 Escrito por jucier às 00h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um cocô vira outro cocô, que vira outro cocô e por ai vai. Então, o meu cocô vai ficando cada vez mais limpo porque não é cocô de comida estragada. É cocô puro. Eu sei que isso é coisa de doido, isso de comer cocô. Mas eu não sou ladrão, não sou maconheiro, não sou mendigo. Eu sou é doido. Eu pareço mendigo, mas é só pro pessoal deixar eu comer cocô em paz. Se eu falar pro pessoal que eu sou doido, ai eles vão querer fazer tratratamento em mim pra eu parar de comer cocô. Eles dão um remédio que faz a gente não ter mais vontade de comer cocô. Ai a gente fica parado, sem vontade de fazer nada e continua doido, só que sem vontade de comer cocô. Só de pensar nisso eu já fico nervoso, com vontade de comer cocô. Só que agora eu não to com vontade de fazer cocô e o meu cachorro sumiu, senão eu comia o cocô dele. Só que o meu cocô é muito melhor do que o cocô do meu cachorro. É porque eu sou doido. O meu cachorro, não. O meu cachorro é mais criança que come cocô sem ser doido. Ou é doido também. Criança? Cachorro. Eu não sei. Eu não sei se eu comia cocô antes quando eu era criança. Eu não lembro. Mas depois, quando eu não era mais criança, eu não comia cocô. Eu comia marmita que a minha mulher fazia. Era uma marmita pequena. Aí eu comecei a comer cocô e ficar doido e sem trabalhar e minha mulher me mandou embora pra mim não comer cocô  na frente de uns filhos que eu tinha e que comiam cocô igual doido. Sem ser doido, só criança que é normal comer cocô de vez em quando. Eu não. Eu sou é doido.

Um LaPso dE raZão -  ANdré Sant’ANna

 

 



 Escrito por jucier às 00h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Leitura - Peça teatral

Édipo e la Sfinge - 1808 / Jean Auguste Dominique - Louvre, París

O mais trágico dos mitos gregos foi o de Édipo, filho dos reis de Tebas. (Laio e Jocasta). Um oráculo havia prognosticado a seus pais que o filho mataria o pai e casaria com a mãe. Por isso, quando Édipo nasceu, Laio mandou expô-lo ao monte Citeron, suspenso de uma árvore pélos pés. Mas um pastor encontrou-o ainda com vida e levou-o até Corinto. Édipo foi adotado pelo Rei Políbio e pela rainha. Puseram-lhe o nome de Édipo, que significa " o dos pés inchados".

Édipo viveu até a idade adulta em Corinto e resolveu ir até Delfos consultar o oráculo para saber a verdade sobre sua origem.  O oráculo lhe predisse que mataria ele o pai e casaria com sua própria mãe. De volta, encontrou um ancião que viajava com cinco criados. Houve então um desentendimento e Édipo acabou por matar o ancião e todos os criados. Assim, sem saber, matara seu pai.  Após Édipo ter acertado o enigma de uma esfinge, os tebanos o fizeram rei do país e lhe deram Jocasta para esposa. Dessa forma, compriu-se a 2ª parte da profecia. Tiveram quatro filhos... anos depois lavrou entre os tebanos uma praga terrivel que dizimou a população. Consultado de novo o oráculo, foi respondido que era preciso punir o assassino de Laio.  Admitiu Édipo que podia ter sido ele o assassino. Horrorizada, Jocasta  identificou-se com seu filho e resolveu matar-se cortando ios pulsos... a desgraça estava feita e Édipo ficou desesperado, arrancou os olhos, ficando cego. Peregrinou o resto de sua vida com sua filha Antígona a quem em outra ocasião, conto um pouco de sua história...  esse é um pequeno trecho dessa fabulante estória, agora é a sua vez.... leia-o. 

Livro: Édipo Rei / Sófocles

                                                   La morte di Édipo - John Henry Füssli - 1784                                                   



 Escrito por jucier às 00h08
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, OSASCO, Homem, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Música
Histórico
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004


Outros sites
  Antonio Nobrega
  Centro Cultural SP
  Cifras latinas
  Dica de teatro
  ECA - USP
  Fraternal Cia Malas Artes
  Itau cultural
  Jornal Poesia
  Jornal da USP
  MAM
  Memorial
  Metropolis
  MIS
  Porta Curtas
  Provocacoes
  Revista Bravo
  Revista Caros Amigos
  Teatro Brincante
  Teatro Oficina
  Viajando na Poesia
  ___________________
  BLOGS CULTURAIS
  Adriana Zapparoli
  A história de nós dois (e o resto)
  Arteiros de Plantão
  Caderno
  Espaço Livre
  Giramundo Girassol
  Lendo e sonhando
  Momentos de Angel Kiara
  Nóis do Teatro
  Nothing Stays the same
  Poesia da noite e do dia
  Projeto Postal
  Ranchinho da Poesia
  Terra e Fogo
  Uns versos quaisquer
  Viva a vida
  Xilo & Cia
  ___________________
  AO VIVO
  Rádio Cultura AM - SP
  Radio Cultura FM - Argentina
  Radio Galicia
  Radio MEC AM
  Rádio MEC FM
  Rádio USP FM
  Rádio UNESP FM
  TV Cubana
  TV Cultura
  TVE
  TV Galicia
  TV Telesur
  TV Universitária
  TV Chile UCV
  TV Universidad - México
  Alma de Poesia
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?