arte & poesia


Frida Kahlo

 

No domínio ainda machista das artes plásticas, a pintora mexicana Frida Kahlo foi uma das poucas mulheres a se destacar mundialmente.Filha de alemã com índio, começou a pintar aos 18 anos, quando sofreu terrível acidente que quase lhe esmagou a coluna vertebral. De seu leito de enferma, como não podia trabalhar com telas grandes, começou a fazer pequenos auto-retratos, onde seu rosto convulsionado e triste revela toda a dor que sentia.

Mas foi depois do casamento com o gigante muralista Diego Rivera - pintor de grandiosos afrescos de revolução e barbarismo - que seu nome cresceu no meio artístico. Apresentada ao círculo internacional de grande arte, em Paris, não perdeu as ligações com sua terra mexicana, elaborando quadros onde o real é tão verdadeiro quanto o irreal, vasos comunicantes entre o sonho e o despertar. Um acabamento cuidadoso nas associações entre o ser humano e a natureza, o homem e o animal, Frida Kahlo, revolucionária e atéia, parecia ter fé em algo superior, aprofundando-se em regiões abissais, oníricas, algo próximo do surrealismo, do primitivismo e até mesmo - da loucura...

Algumas Obras

                   

La Columna Rota, 1944 

 

 

                                        

            Auto Retrato com macacos, 1943                                            Auto Retrato - The Frame, 1938                                      Retrato de Virginia                    

                                                      

 

 

 



 Escrito por jucier às 01h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




Xilogravuras

Antonio Henrique Amaral

 

 

 

Incomunicacion, 1967 

 

 

   

A grande mensagem, 1967 

 

 

A mesma lingua, 1967

 

 

Um jovem de nosso tempo, 1963

 

 

Passatempo século XX

 

 

Brasil 68

 

 

Brancos x Negros ou Diálogo Frustado , 1967

 

 

 

Antonio Henrique Abreu Amaral (São Paulo SP 1935). Pintor, gravador, desenhista. Inicia formação artística em 1952, na Escola do Museu de Arte de São Paulo - Masp, com Sambonet (1924-1995). Estuda gravura com Lívio Abramo (1903-1992) no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1956.  No ano seguinte, realiza a primeira exposição individual de gravura neste museu. Em 1958, viaja para Argentina e Chile, realiza diversas exposições e entra em contato com Pablo Neruda, Arturo Edwards, Rodolfo Ofazo e Mario Carreño. Vai para os Estados Unidos em 1959 onde, além de expor em Washington, aperfeiçoa-se em gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky, no Pratt Graphics Center, em Nova York.

Volta ao Brasil em 1960 e trabalha como assistente de Alfredo Bonino, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro. Conhece Ivan Serpa, Portinari, Bandeira, Djanira e Goeldi. Em 1961 volta para São Paulo, trabalha como redator e contato publicitário sem abandonar a atividade artística. Após o golpe militar de 1964, sua obra passa a incorporar a temática social. Em 1967, lança o álbum de xilogravuras coloridas O Meu e o Seu, na Galeria Mirante, com apresentação e texto de Ferreira Gullar e capa de Rubens Martins, e faz a primeira mostra individual de pintura, na Galeria Astréia, em São Paulo.  Entre 1968 e 1975, elabora a série Bananas, composta de litografias e pinturas. É nesta fase que troca gradativamente a gravura pela pintura.

Em 1971, com o prêmio viagem ao exterior recebido no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, vai para Nova York e retorna ao Brasil em 1981. Nesse período, realiza exposições nos Estados Unidos, entre outros países.

 

 

 



 Escrito por jucier às 21h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




ópera do malandro

 

 

A cortina permanece fechada; luz em João Alegre que batuca numa caixinha de fósforo;a orquestra entra aos poucos

 

João Alegre canta " O Malandro"

 

O malandro... na dureza / Senta à mesa...do café

Bebe um gole...de cachaça / Acha graça... e dá no pé

 O garçom no... prejuízo / Sem sorriso... sem freguês

De passagem... pela caixa / Dá uma baixa...no português

 

 

O galego... acha estranho / Que o seu ganho...tá um horror

Pega o lápis... soma os canos / Passa os danos...pro distribuidor

 Mais o frete... vê que ao todo / Há engodo... nos papéis

E pra cima... do alambique / Dá um trambique... do cem mil réis

 

 

O usineiro... nessa luta / Grita puta... que o pariu

Não é idiota... trunca a nota / Lesa o banco... do Brasil

 Nosso banco... tá coitado / No mercado... exterior

Então taxa... a cachaça / A um preço... assustador

 

 

Mas os ianques... com seus tanques / Têm bem mais o... Que fazer

E proíbem... os soldados / Aliados... de beber

A cachaça... tá parada / Rejeitada ... no barril

O alambique... tem chilique / Contra o banco... do Brasil

 

 

O usineiro... faz barulho / Com orgulho... de produtor

Mas a sua... raiva cega / Descarrega... no carregador

Este chega... pro galego / Nega arreglo... cobra mais

A cachaça... tá de graça / Mas o frete... como é que faz?

 

 

O garçom vê... um malandro / Sai gritando... pega ladrão

E o malandro... autuado / É julgado e condenado culpado

Pela situação

 

breque na orquestra; black-out



 Escrito por jucier às 21h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

FOTOGRAFIA

Lenise Pinheiro - Segundas Histórias

Rosane Almeida e Antonio Nóbrega/Teatro brincante - 1994, Matriz Negativo

 

 



 Escrito por jucier às 18h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




Curta Metragem

Direção: Manú Sobral & Bernardo Pinheiro

RG 6279
 Duração: 15 min 10 seg
 Formato: Digital

Assista em RealOne Player - clique abaixo

http://www.curtaocurta.com.br/assista.asp?video=221

 




 Escrito por jucier às 18h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




Show Opinião - 1965

 

 

Alguns meses depois da “revolução” – como era chamado oficialmente o golpe de Estado que tinha instaurado o governo militar-, o musical Opinião, reunia um compositor de morro (Zé Kéti), um compositor rural do Nordeste (João do Vale) e uma cantora de bossa nova da Zona Sul carioca (Nara Leão) num pequeno teatro de arena de Copacabana, combinando o charme dos shows de bolso de bossa nova em casa noturna com a excitação do teatro de participação política.

 

O espetáculo ao mesmo tempo coroava a tendência de alguns bossanovistas (Nara Leão entre eles) de promover a aproximação entre a música moderna brasileira de boa qualidade e aq arte engajada – o movimento teve como precursor e incentivador o próprio Vinícius de Moraes – e inaugurava o show de música teatralizado, entremeado de textos escolhidos na literatura brasileira e mundial ou escritos especialmente para a ocasião, que veio a desenvolver-se como uma das formas de expressão mais influentes na subseqüente história da música popular brasileira. A canção “Carcará”, de João do Vale, era já o clímax do show na interpretação de Nara, mas Bethânia, com um talento dramático que Nara estava longe de possuir, parecia dar copo à canção, que descrevia a violência natural com que um gavião do tipo que habita o Nordeste – o carcará – ataca os borregos recém-nascidos.

 

O refrão "pega, mata e come" era repetido a intervalos com crescente intensidade. Uma sugestão de comparação - "carcará, mais coragem do que homem" - era suficiente, no contexto, para transformar a canção num vago mais poderoso argumento revolucionário.

 

Texto do livro - Verdade Tropical - Caetano Veloso

 

Se você é assinante uol, poderá ouvir o show opinião na íntegra> acesse o site abaixo 

http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?check=disco&busca=opiniao¶m1=homebusca&enviar.x=6&enviar.y=4##

 

 




 Escrito por jucier às 16h59
[   ] [ envie esta mensagem ]




  

Xilogravura 1976, Jair Dias - "O dia do esquisito"

 

 

 

 




 Escrito por jucier às 02h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




Arlequim - Gino Bruno - óleo sobre tela

Gino Bruno (Revizo, Itália 1899 - São Paulo SP 1977). Pintor. Inicia-se na pintura aos cinco anos de idade, ainda na Itália. Por volta de 1905, vem com a família para São Paulo, onde estuda no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1912, freqüenta a Escolinha de Artesanato, onde estuda come Benjamin Constant Neto. Nesse mesmo ano, realiza o seu primeiro trabalho profissional, A Madona, encomendado por um comerciante. Por volta de 1920, estuda pintura com Georg Elpons (1865-1939) e realiza sua primeira mostra individual na Livraria Jackson.

Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna, em São Paulo. Como professor, leciona desenho e pintura na Escola de Belas Artes de São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo, entre 1934 e 1970; Salão de Maio, São Paulo, entre 1937 e 1939; Mostra da Família Artística Paulista, São Paulo, entre 1937 e 1940; Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, São Paulo, 1940; Pintores Italianos no Brasil, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1982.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEATRO

Bonifácio Casamenteiro (esquete de humor)

 

Cena I

 

Intercalam-se ator 1 e 2


- Olá, eu vim aqui por causa do anuncio....
- Pois não! Bonifácio casamenteiro as suas ordens!
- E como é que funciona esse troço?
- Bem Você diz como quer a sua mulher a gente vê se tem senão a gente arranja.... mas daqui o sr sai só casado!
- Você arranja uma como eu quiser?
- Como você quiser!
- Assim?
- Assim!


- Bem então eu quero uma garota com a boca da Kim Bassinger, as pernas da Claudia Raia, e os olhos daquela menina que está sentada alí...
- Hmmm vamos ver (procura entre as fichas.....) Boca da Kim, pernas da Claudinha... Olhos .... (dá uma olhada na menina) .... Achei!
- Achou?!
- Perfeito essa daqui da uma olhada na foto e veja se está do seu agrado.
- Meu Deus (encantado) isso existe!
- Existe...
- Negócio feito...quando posso vê-la?
- Amanhã mesmo a gente marca um encontro.... mas devo alertá-lo...
- Do que?
- Bem ta aí na ficha... no item defeitos...
- Defeitos, defeitos.... mmmm... Chulé?
- É .


- Mas a coisa é feia?
- Digamos assim, semana passada ela tirou o sapato na sala de jantar e o hamster da sobrinha morreu na lavanderia....
- Nossa! Mmmmm. Tem outra opção?
- Não com todos os seus pré requisitos... Mas se o senhor não tiver pressa... A gente pode ver se arranja outra....Digamos em 6 meses....
- Olha eu já estou com 35 anos e preciso me casar tenho pressa!
- Olha tem se vc abrir mão da boca da Kim tem essa aqui.... (Mostra a ficha)
- Hummm, nada mal... não é como aquela mas... dá um bom caldo...
- Então!
- Pode ser ! Mas.... essa é sem chulé né?
- Sem chulé!
- Perfeita! Pode marcar com ela amanhã...
- Amanhã será impossivel...
- Porque?
- Ela só vai ser solta em duas semanas....
- Solta? De onde?
- Da Cadeia...
- O que? O que ela fez?
- Nada de mais ... foi a muito tempo... Ela já se arrependeu...
- Mas o que ela fez homem de Deus

- Bem ela matou a mãe...
- Meu Deus!


- (meio disfarçando) O pai, e os 5 irmãos...(mais disfarçado ainda...) e 5 pretendentes...
- O que? Sem chance! Quero outra....
- Bem... deixe-me ver...
- Bem vc pode abrir mão das pernas também... hum... dê uma olhada nessa daqui!
- Mmmm... bonitos olhos....
- Pois é...
- Ok, Ta escolhida... é essa daí!
- Certo... tenho certeza que o senhor ira gostar dela ... ela é um caso excepcional!
- Quando posso conhecê-la...
- Você está com sorte ela está aqui mesmo...
- (chama) Lavínia!


 Escrito por jucier às 01h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cena II

 

Sobe um ator travestido de mulher Rodrigo

- Grande ela né...
- Você irá se surpreender... (agrada chama de amor e a peruca sai na mão)
- Cara! que negocio é esse!!!! Isso aqui é homem!!!! (quase que batendo no cara)
- Mas engana bem né.... Se você não contar e ela manter a boca fechada ninguém percebe...
- Cara EU SOU ESPADA. E tem mais você disse que arranjaria uma MULHER do jeito que eu quisesse!
- Bem se você não for tão exigente..... Sobrou essa aqui!
- Deixa eu ver (tomando a ficha)....
- Meio assim.... Feinha né...
- Mas um ótimo Caráter, lava passa cozinha, é fiel e dedicada...

- Sem chulé?
- Cheirinho de lavanda o dia todo...
- Nunca matou ninguém....
- Nem mosquito...
- Nenhum “detalhe extra?”
- Nada ...
- Hummmmm. Tá bom .... vou ficar com essa...
- Negócio fechado?
- Fechado!
- Vou chamar ela já para você ....
- Mirtes!
- Sobe a menina vesga, sardenta, com pinta bem matuta... (Carol ou Marina....)
- Ai está!
- Muito obrigado! O senhor é ótimo (e sai)
- (para o Público) Ë incrivel o que um pai tem que fazer para casar a filha hoje em dia... !

FIM



 Escrito por jucier às 01h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Para todos os meus amigos que costumam entrar neste blog, quero indicar as peças Auto da Paixão e da Alegria e Borandá, do dramaturgo Luiz Alberto de Abreu, com direção de Edinaldo Freire.                                                                                    

O que hoje está sendo apresentado no Paulo Eiró, (repertório do riso) é uma seqüência dos trabalhos de pesquisa realizada por Abreu, ao perceber a grande necessidade de investigar uma dramaturgia que introduzisse no palco, “esses tipos” com os quais tropeçamos nas ruas e de atores dispostos, ágeis e atentos à voz e aos rítimos das ruas. E isso é pura verdade, já li Burundanga, O Anel de Megalião, Sacra Fulia,  O Parturião, além de Assistir Borandá e Auto da Paixão e da Alegria e posso dizer não só através da leitura, mas nos espetáculos encenados, é natural ter essa percepção.                                              

A magia da encenação dos atores através da comédia e o drama, sem perder as características de cena, faz de cada momento, um momento único para os atores, técnica e publico. Quem assiste este trabalho logo reconhecera a visão e o respeito do que hoje é o teatro, e não uma brincadeira de atuar, como o que vem acontecendo atualmente com os manequins manipulados pela mídia.                                                                                                                                                      

Ps: Ainda não assisti Masteclé      

 Fotos " Borandá"

 

Fotos " Auto da Paixão e da Alegria"

Bom Espetáculo!!!

Para maiores informações acesse o site da Fraternal Companhia de Artes e Malas-artes, no lado direito do meu blog.



 Escrito por jucier às 18h13
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, OSASCO, Homem, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Música
Histórico
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004


Outros sites
  Antonio Nobrega
  Centro Cultural SP
  Cifras latinas
  Dica de teatro
  ECA - USP
  Fraternal Cia Malas Artes
  Itau cultural
  Jornal Poesia
  Jornal da USP
  MAM
  Memorial
  Metropolis
  MIS
  Porta Curtas
  Provocacoes
  Revista Bravo
  Revista Caros Amigos
  Teatro Brincante
  Teatro Oficina
  Viajando na Poesia
  ___________________
  BLOGS CULTURAIS
  Adriana Zapparoli
  A história de nós dois (e o resto)
  Arteiros de Plantão
  Caderno
  Espaço Livre
  Giramundo Girassol
  Lendo e sonhando
  Momentos de Angel Kiara
  Nóis do Teatro
  Nothing Stays the same
  Poesia da noite e do dia
  Projeto Postal
  Ranchinho da Poesia
  Terra e Fogo
  Uns versos quaisquer
  Viva a vida
  Xilo & Cia
  ___________________
  AO VIVO
  Rádio Cultura AM - SP
  Radio Cultura FM - Argentina
  Radio Galicia
  Radio MEC AM
  Rádio MEC FM
  Rádio USP FM
  Rádio UNESP FM
  TV Cubana
  TV Cultura
  TVE
  TV Galicia
  TV Telesur
  TV Universitária
  TV Chile UCV
  TV Universidad - México
  Alma de Poesia
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?