arte & poesia


POESIA

 

 

 

 

 

Eu Quis Fazer Uma Canção Para o Tom Zé
Silas Corrêa Leite

 

 

Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé
Aquele mesmo bahiano terráqueo de Irará
Na transcriação de fala mansa quase é
Um caboclo que em si ainda canta a sabiá

Porque Tom Zé proseia fácil e ousa tanto
E tira e soma timbres até de velhos jornais
E desse confeito em letra e música o canto
Pertinência acalanto em eito próprio traz

Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé
Sessenta e sete anos e ainda tão moleque
Tudo de si é banda que ele afina bem até
Soar-se bumbo bamba taperá sem breque

Porque Tom Zé eletriza a transmutação
De sua voz cabeça tronco e babel sonora
Na sua ilógica tripolar é luar de ser tão...
Escala diapasão cabeça e outra pandora

Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé
Nos contrapontos de invencionices zil
Formiga preta reacendeu cheiro de fé
A mãe pintou o pai e ele soa bem Brasil

Porque Tom Zé trama a rítmica ancestral
No seu pastel de couve a música é vento
De Irará a Joselita foi caminho suave trigal
E ele veio árvore sem nodal ou documento

Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé
A Rua Quixabeira trouxe em íntimo de si
Ele faz chover em lagarto pedrês que é
Mágico do cipó inventa um bemol em mi

Porque Tom Zé é cerâmico e corpóreo sim
No táctil do que ao ser de si se sonoriza
Água que anda pirilâmpada ou arlequim
Um mulo-com-cabeça que se peroliza

Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé
Filete bípede e ninhal de tanto encantário
Borboleteando recriações de lavras até
De Irará pondo-se em si louvre sudário

Porque Tom Zé deve ser tantos e ai de si
Multiplicando o zero para nos encantar
Meio alumbrado e muito urbano zumbi
Bendito o ser de si que ele é todo lugar.

 

Site pessoal Silas Corrêa: www.itarare.com.br/silas.htm

 

 

 

 



 Escrito por jucier às 20h59
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CURTA-METRAGEM

 

 

 

Olá galera do bem! Hoje gostaria de aproveitar esse espaço e agradecer não só as pessoas que têm entrado nesse blog, como também aos meus amigos que estão prestigiando a programação de curtas-metragens que estou promovendo na empresa onde trabalho. Fico feliz ao ver nosso auditório repleto de olhares famintos por informações e cultura... é isso ai. É uma pena que é só durante esse mês, mas o que interessa é que ainda não acabou e que se tudo der certo, estaremos promovendo esse trabalho nos próximos anos. Vale lembrar que temos que deixar algo nessa nossa passagem por aqui  e que a minha função nesse planeta e fazer algo e deixar um pouco de mim também no caminho de vocês. Aqui estamos e aqui temos que viver e viver bem... e como sempre digo, é tão fácil viver bem, não sei como as pessoas complicam tanto. Bom, em homenagem a todos vocês que a cada dia, me dão forças para continuar, apresento um curta de 1 minuto. É só clicar no endereço abaixo e você será direcionado para a página do curta agora, lá você vai clicar em assistir filme, no canto direito da página. É um filme impressionante que vai mudar a sua vida... com certeza, você nunca mais será o mesmo. Um abraço a todos... e bom curta.

 

 

MINDINHO

Bruno Pinaud, 2001

1 minuto

 

 

é só clicar no endereço abaixo... 

                                       http://www.curtagora.com/filme.asp?Codigo=5072&Ficha=Completa

 

 

 

 

 

 

 



 Escrito por jucier às 16h54
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TEATRO

 Ópera do Malandro

De 15 a 18 Julho

Bom minha gente, para aqueles que como eu tanto esperavam por alguma apresentação da “Ópera do Malandro” do Chico, agora pode conferir no Tom Brasil da Nações Unidas.  Os preços não são lá tão apreciáveis, como se poderia esperar, mais vale a pena fazer um esforço. É engraçado, que se você pesquisar no meu blog, verá uma homenagem que fiz, com a música “ O Malandro” . Até coloquei uma foto do livro, que por sinal contém algumas fotos originais em p&b da 1ª apresentação realizada em julho de 1978, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. O livro é fascinante e já faz um bom tempo que estava de olho em alguma aparição desse trabalho por aqui em Sampa. Aproveito e agradeço o meu amigo Buracovas por ter me presenteado essa grande relíquia.

 

Para quem não sabe, o texto da “Ópera do Malandro” é baseado na “Ópera dos Mendigos” (1728), de John Gay, e na “Ópera dos Três Vinténs” (1928), de Bertold Brecht e Kurl Weill.

Olha só o que você vai ver e ouvir: o malandro, viver do amor, tango do covil, doze anos, o casamento dos pequenos burgueses, teresinha, sempre em frente, homenagem ao malandro, folhetim, ai se eles me pegam agora, se eu fosse o teu patrão, o meu amor, geni e o zepelim, pedaço de mim, e a grande versão de várias óperas, no magnífico epílogo ditoso (ópera).

Um abraço a todos e vamos nos ver por lá...

 

 

Fotos da 1ª Apresentação em 1978 tiradas do meu livro 

 

    

 

Elenco 1978: Ary Fontoura, Maria Alice Vergueiro, Nadinho da Ilha, Marieta Severo, Otávio Augusto, Tony Ferreira, Elba Ramalho, Emiliano Queiros, Ivens Godinho, Vander de Castro, Paschoal Villamboim, Ivan de Almeida, Vicente Barcelos, Ilva Niño, Cisinha Milan, Elza de Andrade, Neuza Borges, Maria Alves, Cláudia Jiménez, Cléber Thomaz, Genival Calixto, Vera Cruz e Direção de Luis Antônio Martinez Correa.

 

 

Tom Brasil Nações Unidas
Rua Bragança Paulista, 1281 Santo Amaro, São Paulo - SP

Qui/Sex/Sab: 21:30hs e Dom: as 19:30 hs

Clique nesse site e saiba mais: http://www.casatombrasil.com.br/novosite/index.htm 

 

 

 

 



 Escrito por jucier às 16h48
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EXPOSIÇÃO

 

 

Sei que está em cima, mais ainda dá tempo. Até o dia 11 de Julho (Domingo), na Galeria Marta Traba - Memorial da América Latina, está sendo realizada a exposição ARTE MIRADAS PATAGONIA. Passei por lá na semana passada e achei fantástico. Te juro que quem for lá não irá se arrepender, e sem contar que é de graça. Tirei algumas fotos, que aqui exponho, mas é pouco em relação ao grande conteúdo que lhe espera por lá.

 

  

 

Vai ai uma pequena síntese:

A exposição Arte Miradas oferece-nos uma magnífica visão artístico – antropológica dos habitantes (originários e atuais) do último confim da terra. A patagônia é uma terra de contrastes, de natureza mágica e estremecedora, impregnada de fantásticas cores e silêncios abrumadores, que permaneceram preservados ao longo do tempo.

Este cenário peculiar influenciou a existência dos seus poucos habitantes, cujos antepassados apresentam-se através dessa elevada expressão das artes plásticas, sintetizada por meio da fotografia, que no caso vem descrever com singular beleza a consição humana e riqueza telúrica. Pinturas e esculturas compõem também esta exposição, alinhavando uma sucessão de sensações primárias entrelaçadas com assombrosas imagens que as fotografias dos aborígenes selk’nam colocam ao observador.

 

 

http://www.memorial.org.br/

 

 

 




 Escrito por jucier às 15h30
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Olá pessoal, fiquei um tempinho afastado devido a famosa correria da faculdade, mas agora estou de volta com muito pique. Um abraço a todos que têm entrado neste blog.

 



 Escrito por jucier às 14h53
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